Bom Dia! Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

O bem Estar desta quinta-feira (16) fala sobre alergia e destaca os campeões brasileiros que desencadeiam o problema: o leite e o camarão.

A alergista Ariana Yang explica porque a intoxicação com os frutos do mar pode ser leve na primeira vez, mas matar na segunda e a também alergista Ana Paula Moschione fala sobre os medicamentos que são proibidos para algumas pessoas.

Alergia – A alergia surge quando há intolerância do organismo a alguma substância (alimento, pólen, medicamento, veneno de insetos, entre outros). O contato pode causar, em minutos, reações violentas no corpo, como o edema de glote e o choque anafilático. Também pode provocar vômitos e diarreias, convulsões e até levar à morte se a pessoa não receber o socorro adequado.

As reações ocorrem porque o sistema imunológico confunde substâncias inofensivas, como alimentos, picadas ou até mesmo o látex da borracha, com invasores. Assim, anticorpos tentam destruí-los e quando a pessoa alérgica faz novos contatos com esses agentes, os anticorpos reconhecem a substância e a atacam.

Uma pesquisa mostrou que 92% das pessoas que morreram por alergia (anafilaxia) tinham conhecimento do problema, mas achavam que um pouco de contato não faria mal. A morte nestes casos ocorre por falta de tratamento adequado e imediato. A gravidade de uma futura reação alérgica é imprevisível.

Tratamento – Para cada tipo de alergia há um tipo de tratamento. Expor o alérgico à substância que causa alergia pode funcionar em alguns casos com acompanhamento médico e tratamento correto. O diagnóstico correto é o melhor caminho para evitar as reações, pois conhecendo o “inimigo” fica mais fácil combatê-lo ou evitá-lo.

Alergia a alimentos – Na alergia alimentar, o sistema imunológico produz anticorpos e libera histamina em resposta a um alimento específico. Qualquer alimento pode causar uma reação alérgica, mas os principais vilões são: ovos, leite, amendoim, frutos do mar, soja e gergelim. No Brasil, os dois alimentos que mais causam alergia são o leite e o camarão. A alergia alimentar começa, geralmente, na infância, mas pode ocorrer em qualquer idade. Muitas crianças se livram das alergias conforme envelhecem, mas algumas alergias podem durar a vida toda. O único tratamento comprovadamente eficaz para alergia alimentar é evitar o alimento desencadeador.

Alergia a medicamentos – A alergia a medicamentos é uma manifestação de hipersensibilidade do sistema imunológico, o corpo reage a componentes que não deveriam ser nocivos ao organismo. O primeiro passo é interromper o uso do remédio suspeito de causar a reação, daí, o alergista pode prescrever um substituto de princípio ativo diferente. Os sintomas da alergia aos medicamentos podem variar de urticária a choque anafilático. Diarreia, vômitos, dores em locais diversos e edema nos lábios e nos olhos também podem ocorrer. Antibióticos e anti-inflamatórios são os remédios que mais causam alergias.

Alergia a abelha, vespa e formiga – A reação alérgica grave à picadas de abelhas ou vespas pode surgir rapidamente após a primeira ferroada, geralmente em apenas 5 minutos. Os sintomas de reação alérgica são: urticárias, inchaço nos lábios e olhos, hipotensão, vômitos, rouquidão, dificuldade respiratória, desorientação e perda da consciência.

A anafilaxia pode ocorrer após uma única picada de abelha (e pode matar). Cerca de 3% da população é alérgica ao veneno da abelha e pode desenvolver reações anafiláticas após ferroadas.

Choque anafilático – O choque anafilático é uma reação alérgica extrema que surge poucos segundos, ou minutos, após o contato com uma substância a que se tem alergia, como camarão, veneno de abelha ou alguns medicamentos. Além dos sintomas da reação anafilática, no choque, a pessoa também tem queda de pressão arterial significativa.

Sintomas do choque – Dificuldade para respirar com chiado, coceira e vermelhidão na pele, inchaço na boca, olhos e nariz, sensação de uma bola na garganta, dor abdominal, náuseas e vômitos, tontura e sensação de desmaio, suores intensos, confusão ou desmaio. Devido à gravidade dos sintomas e ao risco aumentado de ficar sem conseguir respirar, é importante iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Fonte: g1.com

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