Boa Noite! Terça-feira, 15 de Janeiro de 2019

Quem nunca teve vontade de assaltar a geladeira de casa de madrugada? Mas comer à noite engorda? E beber? Para falar sobre esses pecados da gula noturna, o Bem Estar desta segunda-feira (18) convidou o endocrinologista Bruno Halpern e a nutricionista Lara Natacci.

De acordo com a nutricionista, de 1% a 2% da população sofre com a síndrome do comer noturno. Ela está relacionada à restrição alimentar, problemas emocionais e obesidade.

Normalmente são pessoas que têm insônia e acordam de três a quatro vezes durante a noite. Em pelo menos dois desses despertares essas pessoas acabam comendo. Na maioria das vezes, elas optam por alimentos ricos em carboidratos.

O endocrinologista Bruno Halpern lembra que o nosso corpo tem horários para descansar, se alimentar e ser fisicamente ativo. Hoje, com a vida moderna, nós bagunçamos um pouco, mas a maioria das pessoas é ativa durante o dia e à noite descansa.

Carboidrato à noite: pode?
Nosso corpo desacelera e se prepara para descansar à noite. O metabolismo fica mais lento e, consequentemente, a digestão. Mas isso não significa que não podemos comer carboidrato, por exemplo. O carboidrato traz sensação de bem estar e tirar de vez pode prejudicar o sono. Como consequência, a pessoa pode querer consumir mais gorduras ou levantar de madrugada.

Carboidrato tudo bem, mas nada de gordura à noite. Um estudo mostrou que é melhor comer gordura durante a manhã do que à noite, quando a gordura tende a ir para áreas que atrapalham o bom funcionamento do coração.

O que comer à noite?
Em geral, comer um bom café da manhã, almoçar relativamente bem e diminuir a quantidade durante a noite faz bem. Uma refeição completa e equilibrada precisa de carboidrato, proteína e alimentos fonte de vitaminas, minerais e fibras. É possível ter tudo e fazer uma refeição leve e menos calórica.

Fonte: g1.com

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